Estes registos debruçam-se sobre uma perspectiva específica do ambiente gráfico urbano, onde coexiste o antigo e o novo, caracteres tipográficos e impressões manuais. Pretende-se suscitar um saborear destes pela sua simultânea beleza e crueza, transmitidas pelos elementos rasgados, riscados, amachucados e incompletos. Isso leva-me a fazer uma analogia destas composições com as artes plásticas, nomeadamente com a arte contemporânea abstracta. Há uma procura daquilo que torna cada signo único, alvo de apreciação, não por aquilo que diz nem por alguma razão programada. David Carson reflecte muito sobre estas questões e diz que o que leva alguns designers a fazer este tipo de registo é a sua paixão pelos signos abstractos, sobretudo números e letras. Com o tempo, muitos tornam-se mais interessantes do que inicialmente, adquirindo uma vida estética proveniente das ocorrências casuais.